Travassós de Cima, 11 anos depois no Perdidos e Achados

Sábado no Jornal da Noite
Em 2001, três semanas depois da queda da ponte de Entre-os-Rios, um acidente com outro autocarro voltava a ser notícia. 
Em Santa Comba Dão, 14 pessoas morreram quando o veículo onde seguiam se despistou e caiu por uma ravina. Por trágica coincidência, também regressavam de um passeio a Fátima. Ao desfazer uma curva, a viatura despistou-se, seguiu em frente e caiu por uma ravina com mais de dez metros. Já era noite e chovia…a visibilidade era reduzida. 
Morreram 14 pessoas: o motorista do autocarro e 13 passageiros, todas mulheres, todas vizinhas. Moravam em Travassós de Cima, um lugar às portas de Viseu. Seguiam todos numa excursão que regressava de Fátima e estavam a pouco menos de 50 quilómetros de casa. 
Em Travassós de Cima, as horas que se seguiram ao acidente foram de desorientação e ansiedade. Procuravam-se parentes ou amigos. Todos conheciam alguém que seguia no autocarro. O luto deixou arrasadas várias famílias. 
O pavilhão dos bombeiros foi transformado em casa mortuária e essa imagem é ainda a mais dolorosa memória que os bombeiros guardam...apesar do cenário que enfrentaram no local do acidente. O ‘Perdidos e Achados’ regressou, 11 anos depois, a Travassós de Cima, para saber como é que este pequeno lugar recuperou da tragédia. 
Voltámos também ao quilómetro fatídico do IP3 à procura de respostas para o acidente e de alterações que previnam outros. 
Jornalista – Isabel Osório 
Imagem – Rodrigo Lobo 
Edição – João Nunes 
Produção: Madalena Durão e Diana Matias 
Coordenação: Isabel Horta 
Direcção: Alcides Vieira

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