SIC reage à polémica do afastamento da TVI da GfK


Depois da constante insistência por parte da RTP em relação às audiências, esta quinta-feira fica marcada pelo facto de a TVI querer colocar de parte da GfK e negociar as audiências com a Marktest (última operadora de audiometria). 
Num comunicado enviado às redacções, a SIC informa que “foi a TVI que pediu, em 2010, uma ‘auditoria urgente’ ao sistema da Marktest que considerou estar em ‘total descrédito’”. No mesmo comunicado a SIC informa que “estranha” a decisão do canal de Queluz “antes mesmo da conclusão da auditoria ao sistema da GfK aprovado em 12 de Março”.





Comunicado da SIC
Foi unânime a decisão da CAEM de atribuir, a partir de 1 de Março, a medição de audiências televisivas à empresa Gfk. A CAEM (Comissão de Análise e Estudos de Mercado) é um organismo composto pelos meios (neste caso, operadores de televisão RTP, SIC,TVI, PT e ZON), pelos anunciantes (representados pela APAN) e pelas agências de meios (representadas pela APAME). Durante o mês de Março, esta decisão, tomada, repete-se, de forma unânime em sede de autorregulação, tem sido alvo de críticas públicas, da RTP e, mais recentemente, da TVI. 
A SIC optou, desde o início, por não se pronunciar sobre as questões levantadas ao novo sistema, mesmo quando os resultados de audiência foram penalizadores para a estação e para os seus canais. Esta posição, coerente em todos os momentos, foi tomada por respeito às decisões adoptadas no organismo que representa todo o mercado. 
A SIC sempre defendeu o princípio da autorregulação, submetendo-se às decisões aprovadas na CAEM, e não sobrepondo, ao sabor das conveniências de cada momento, os seus interesses aos consensos acordados. Apesar de terem aprovado o novo sistema de audiências, a RTP e, agora, a TVI, querem voltar atrás, depois de apresentados os resultados do mês de Março. 
Para uma análise objectiva da situação criada, é fundamental sublinhar que a SIC é alheia ao processo que conduziu à mudança do sistema de medição de audiências. Foi a TVI que, em 2010, pediu uma “auditoria urgente” ao sistema da Marktest, que considerou estar em “total descrédito”. 
O pedido, é bom recordá-lo, acabou por conduzir, por decisão da direcção de então, a um concurso que designou a Gfk como nova empresa de medição de audiências. Isso, apesar das dúvidas manifestadas pela SIC que, em sede própria, defendeu a manutenção da Marktest e solicitou uma avaliação à proposta técnica da Gfk. Efetuada essa avaliação, foi na base das respetivas conclusões que a Gfk foi confirmada como vencedora do concurso. A SIC lamenta, desde já, a opção de não se respeitarem as regras adotadas em sede de autorregulação, depois de as mesmas terem sido aprovadas por unanimidade pelos membros da CAEM. 
A SIC considera ter total legitimidade para o fazer: um dos seus canais, a SIC Notícias perdeu, com o novo sistema de medição de audiências, a liderança entre os canais temáticos, posição que ocupa, desde que surgiu, há 11 anos. 
Esse facto não levou porém a SIC ou a SIC Notícias, nem os seus responsáveis, a criticar publicamente a Gfk ou a CAEM. Aliás, no passado, mesmo quando a SIC se sentiu prejudicada, a estação sempre manteve uma posição coerente com a actual, manifestando a sua opinião na sede da CAEM. 
Por tudo isto, a SIC estranha que, antes mesmo da conclusão da auditoria ao sistema da Gfk, aprovado, em 12 de março, por todos os membros da CAEM, já tenham sido tomadas medidas paralelas e unilaterais para substituir pela mesma Marktest, que no passado foi considerada, pela TVI, “em total descrédito”, a empresa de medição (Gfk), escolhida, após concurso internacional, pelos cinco operadores de televisão, anunciantes e agências de meios. 
São lamentáveis estas mudanças de opinião e de posição, ao sabor dos resultados diários. Apenas têm servido para descredibilizar o próprio mercado televisivo. 
A SIC continuará, como sempre, disposta a debater, em sede de autorregulação, as questões e as dúvidas de todos os parceiros.

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