Volfrâmio Nazi nos Perdidos e Achados

Em 1942, António Pinho Freitas era comandante na Guarda Nacional Republicana em Aveiro. Uma vez por mês deslocava-se a cavalo a Rio de Frades, um lugar perdido na Serra da Freita, em Arouca. Ia lá para garantir que nenhum homem do destacamento da GNR de Rio de Frades desertasse para entrar na corrida ao volfrâmio e fazer dinheiro rápido. 
 Em Arouca, nas explorações de volfrâmio, eram os ingleses e os alemães que retiravam das serras o minério com que endureciam armamento. 
 Separadas por cinco quilómetros, as minas de Rio de Frades, pertencentes aos alemães, e de Regoufe, dos ingleses, foram simbólicas não pela grandeza das explorações mas porque durante cinco anos os beligerantes conviveram em paz, num lugar esquecido de Portugal, para conseguirem fazer a guerra por essa Europa fora. Curioso, ciente da importância desse momento, o comandante da GNR deixou em herança um documento único desses dias: um filme de pouco mais de 14 minutos que rodou na mina dos alemães, com milhares de portugueses a trabalhar para o esforço de guerra nazi. É esse filme que transporta esta edição do ‘Perdidos e Achados’ ao ano de 1942. 

Jornalista: Amélia Moura Ramos 
Imagem: Rafael Homem 
Edição: João Nunes 
Produção: Madalena Durão; Diana Matias 
Coordenação: Sofia Pinto Coelho 
Direcção: Alcides Vieira

Comentários

Isabel Pinho disse…
Boa tarde
Estive em Rio de Frades na década de 40, nessa época das minas e fiquei muito contente de rever imagens do local onde passei grande parte da minha infância e onde os meu pais ganhavam a vida, o meu pai foi trabalhador das minas e depois esteve como chefe da guarda civil: Augusto Goncalves de Pinho.
Gostaria de saber como posso entrar em contacto com o senhor que levou o filme apresentado no vosso programa, pois gostaria de revê-lo ou se possível obter uma cópia do mesmo para aminha mãe que tem agora 90 anos

Obrigada
O meu nome é Maria Isabel Soares Pinho
podem contactar-me pelo email ludo-teresa@sapo.pt
Sara disse…
Boa noite,
Eu não sou tida nem achada nesta história. Mas impresionou-me muito pelo lado positivo. Por isso surgiu-me uma ideia, quero fazer uma BD com esta ambientação, algo que seria completamente diferente do que se conhece, penso eu. Assim, tenho de realizar um trabalho de pesquisa, em termos do quotidiano e vestimenta das pessoas, etc, isto é, necessito de muita informação. Por isso o filme apresentado no vosso programa seria muito útil. Eu gostaria de revê-lo e de ter uma cópia para consultar sempre que necessário para o meu trabalho, para isso também seria necessário entrar em contacto com quem levou o filme apresentado. Muito obrigada pela atenção
Eu chamo-me Sara Esteves Bento e se me poderem dar uma resposta podem contactar-me pelo meu email cerejasdoce@gmail.com
Wolf Berrinhos disse…
Existe um site sobre esta aldeia, que conta um pouco da história desses tempos.
Seria possivel enviarem o filme para o contacto disponibilizado no site.

Aconselho a visitarem.
https://sites.google.com/site/riodefradesaldeia/