Grande Reportagem no domingo e debate na segunda!

Domingo, dia 30 de Outubro, no ‘Jornal da Noite’ 

Os pais de uma menina de seis anos, a quem foi diagnosticado um tumor no rim, rejeitaram a quimioterapia pós-operatória imposta pelo IPO. 
O caso seguiu para tribunal que decidiu forçar os tratamentos. Os pais tiveram de fugir de casa para que a sentença não fosse aplicada. Este é um trabalho de reportagem de Pedro Coelho e José Silva (imagem), com Patrícia Fonseca (Visão), Edição de Imagem de Ricardo Tenreiro e Grafismo de Isabel Cruz. Poderá encontrar em anexo uma sinopse mais alargada desta ‘Grande Reportagem’. 

Segunda feira, dia 31 de Outubro, debate sobre ‘Grande Reportagem’ Safira 
Debate conduzido por Clara de Sousa, no ‘Jornal da Noite’ Este caso lança dois tipos de dúvidas: uma clínica e outra legal. A clínica: será a quimioterapia a única terapêutica com resultados efetivos no combate ao cancro? Não seria mais eficaz poder associá-la a outros tratamentos, ainda em fase experimental, como a utilização de células do sistema imunitário? Até que ponto é que a atribuição do prémio Nóbel da medicina 2011 não vem abrir uma janela de oportunidade a essa associação, tornando esse tipo de terapias, ainda não convencionadas, ao alcance dos cidadãos? 
Cada doente tratado com quimioterapia custa em média aos Estados 50 mil euros – não estará o tratamento do cancro muito refém da indústria farmacêutica? A questão legal: um adulto pode recusar qualquer tipo de tratamento, mas uma criança (os pais dela) não. Este caso levanta a dúvida relativa ao direito à escolha: pode o IPO sobrepor-se aos pais quando os pais dizem que vão à procura de uma solução cientifica, mesmo que não convencionada, em substituição da quimioterapia? Pode a justiça fazer copy paste dos argumentos científicos do IPO (que se prova não serem inteiramente verdadeiros) e, sem ouvir os argumentos dos pais, tomar a decisão de os obrigar a levar a filha ao tratamento de quimioterapia; e se o não fizerem correrem o risco de perder a guarda da menina? Afinal nunca esteve em causa uma situação de emergência (caso de morte iminente), ainda que a juíza, influenciada pelos argumentos do IPO, tenha atuado exclusivamente nesse sentido? São estas as grandes questões a que este debate, conduzido por Clara de Sousa, tentará dar resposta. 

Convidados: 

  • Nuno Miranda – Diretor Clínico do IPO; 
  • Miguel Oliveira e Silva – Médico – Presidente da Comissão Nacional de Ética para as Ciências da Vida; 
  • Rita Fonseca Marques – Jurista, Mestre em Saúde Pública e Professora Universitária.

4 comentários:

Anónimo disse...

Tema muito interessante.
Pena que a discussão seja levantada em torno de um caso concreto. Infelizmente esta menina não está curada. E se a evolução não for a que todos desejamos? que cobertura será dada a tal facto? não deixa de ser contraditório... não será a exposição pública também uma agressão?

Nuno disse...

Cuidado com as terapias alternativas energéticas que andam em expansão por aí, associadas ao paradigma da "Nova Era" (ex: Reiki). Em tempos andei envolvido nessas terapias. Um dia, descobri que não são aquilo que parecem e dizem ser e que acabam por trazer, mais tarde, uma série de problemas a vários níveis, que deixam a pessoa pior do que antes...

Nuno disse...

Cuidado com as terapias alternativas energéticas que andam em expansão por aí, associadas ao paradigma da "Nova Era" (ex: Reiki). Em tempos andei envolvido nessas terapias. Um dia, descobri que não são aquilo que parecem e dizem ser e que acabam por trazer, mais tarde, uma série de problemas a vários níveis, que deixam a pessoa pior do que antes...

Nuno disse...

Cuidado com as terapias alternativas energéticas que andam em expansão por aí, associadas ao paradigma da "Nova Era" (ex: Reiki). Em tempos andei envolvido nessas terapias. Um dia, descobri que não são aquilo que parecem e dizem ser e que acabam por trazer, mais tarde, uma série de problemas a vários níveis, que deixam a pessoa pior do que antes...

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